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Bebê sendo amamentado | Cirurgia de mama atrapalha a amamentação?

Cirurgia de mama atrapalha a amamentação?

As cirurgias de mama estão entre as mais procuradas pelas mulheres nos consultórios de cirurgia plástica, mas quem já realizou ou pensa em realizar esse tipo de procedimento muitas vezes tem dúvida se a cirurgia de mama atrapalha a amamentação. Saiba mais sobre o assunto aqui no blog da Dra. Beatriz Medina.

Qualquer tipo de cirurgia de mama atrapalha a amamentação?

A resposta para essa pergunta tão comum vai depender do tipo de cirurgia que a paciente deseja realizar. Os procedimentos mais comuns são a mamoplastia de aumento, mamoplastia redutora, a mastopexia e a mastectomia. Elas influenciam de maneiras diferentes o processo de amamentação.

Mamoplastia de aumento e a amamentação

Via de regra, o implante de próteses de silicone não influencia a amamentação. A prótese é feita de um gel coeso e fica encapsulada sem a possibilidade de escorrer ou vazar. Além disso, ela é colocada por trás do músculo peitoral ou da glândula mamária, e desta forma, não há como entrar em contato com o leite – ou seja, não causa qualquer alteração em seu sabor ou qualidade nutricional.

O tipo de corte feito durante o procedimento é que pode ter alguma interferência no aleitamento: enquanto cortes perto da axila ou na dobra do seio costumam não causar problemas, as incisões feitas ao redor da aréola podem romper ductos e nervos, levando a um processo de cicatrização interna que pode bloquear parcialmente a saída do leite.

Mamoplastia redutora e amamentação

Já a mamoplastia redutora, ou cirurgia de redução de mamas, pode sim interferir no aleitamento materno. O risco existe porque ocorre a diminuição de tecido mamário, além de uma grande quantidade de incisões, que podem cortar um número maior de ductos. Mas isso não é uma regra, e se o cirurgião for avisado antes da cirurgia sobre a vontade da paciente de amamentar, o máximo possível de tecido glandular será preservado.

Mastopexia e a amamentação

A mastopexia é um tipo de cirurgia de mama que retira apenas o excesso de pele, para reposicionar (levantar) as mamas caídas. Por não envolver tanto a parte glandular como a mamoplastia redutora, preserva mais a produção e a saída de leite, sendo menos prejudicial à amamentação. No entanto, caso as incisões sejam feitas na região da aréola, pode haver prejuízos por conta do corte de nervos e ductos.

Mastectomia total ou parcial

A mastectomia nada mais é que a retirada (total ou parcial) de uma ou de ambas as mamas como parte do tratamento de tumores agressivos na região. Quando há a retirada total da mama, perde-se a capacidade funcional de produção de leite, pois são extraídos também os ductos e glândulas responsáveis pela ação. Ainda que seja feita a cirurgia de reconstrução de mama, esta tem fins apenas estéticos.

Se a mastectomia for apenas parcial, a possibilidade de amamentar vai depender da resposta do organismo ao tratamento, pois esse tipo de procedimento, às vezes, precisa ser complementado pela radioterapia, que pode afetar as células responsáveis pela produção de leite. Caso o tratamento não seja muito agressivo, a parte preservada da mama ainda será capaz de produzir o leite, mesmo que com alguma limitação.

Quando o tratamento acomete apenas uma das mamas (caso mais comum), o aleitamento pode ser feito com a mama saudável, que continuará funcionando e se desenvolvendo normalmente durante a gravidez e a amamentação.

Qual o melhor momento para realizar a cirurgia de mama?

O ideal seria que as cirurgias de mama só fossem feitas após a amamentação, mas cada caso deve ser analisado isoladamente. Por exemplo, a mamoplastia redutora é muito procurada por mulheres que sofrem muito com dores na coluna, desconforto e desvios posturais causados por seios muito grandes. Esses problemas costumam se manifestar ainda na adolescência, quando a maioria das mulheres ainda não está pensando ou planejando uma gravidez. Desta forma, cabe sempre ao cirurgião e à paciente entrarem em um acordo sobre o momento ideal para submeter-se ao procedimento.

Nos casos de pacientes que engravidaram recentemente, recomenda-se esperar pelo menos seis meses após o fim da amamentação antes de passar pela cirurgia. Este prazo é necessário para que os hormônios se estabilizem e voltem aos níveis de antes da gestação.

Cirurgia plástica no Rio de Janeiro

Para garantir que a sua cirurgia de mama não vá prejudicar uma posterior amamentação, é fundamental procurar um profissional especializado. A Dra. Beatriz Medina é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e realiza cirurgia plástica no Rio de Janeiro cirurgia plástica no Rio de Janeiro. Agende uma consulta em seus consultórios na Barra da Tijuca ou em Niterói.

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