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Adolescente ruiva | Cirurgia plástica na adolescência

Cirurgia plástica na adolescência

A adolescência é um momento de intensas transformações físicas e emocionais. O corpo passa por grandes mudanças, como alargamento de quadris e surgimento dos seios nas meninas, desenvolvimento de musculatura peitoral, nos braços e nas pernas em meninos, além do aparecimento de pelos em ambos os sexos. Muitas vezes, essas mudanças fazem com que os jovens percam a referência de sua autoimagem e fiquem insatisfeitos com a aparência.

Somam-se a isso a insegurança e necessidade de aceitação típicas dessa fase da vida, e a popularidade das cirurgias plásticas com fins estéticos no Brasil (que coloca o país em segundo lugar no ranking mundial desse tipo de procedimento, atrás apenas dos Estados Unidos), e o resultado é um número cada vez maior de procedimentos de cirurgia plástica na adolescência. O assunto ainda é polêmico, mas muitos tabus sobre ele já foram desmistificados. Saiba mais.

Cirurgia plástica na adolescência

Ao contrário do que podem pensar alguns pais e mães mais preocupados, adolescentes podem sim se submeter à cirurgia plástica. Afinal de contas, para este tipo de procedimento, a maturidade emocional e física do paciente são mais importantes que a sua idade propriamente dita.

A primeira coisa que deve ser levada em consideração quando um jovem manifesta seu desejo de fazer uma cirurgia plástica é suas motivações. Trata-se de uma fase da vida muito marcada pela insegurança com o próprio corpo e pela necessidade de ser aceito socialmente, e com isso a cirurgia plástica passa a ser encarada como uma solução mágica e imediata para problemas de autoestima.

É dever do cirurgião informar o paciente que o procedimento jamais deve ser feito com o intuito de deixá-lo com o corpo de determinado artista, fazê-lo ser aceito em algum grupo ou qualquer outro objetivo irreal. As possibilidades da cirurgia devem ficar claras desde o primeiro momento, para que não sejam criadas expectativas fantasiosas que certamente vão gerar grande frustração quando o resultado não for o esperado.

Adolescentes estão biologicamente preparados para cirurgias plásticas?

Quanto aos aspectos físicos, estes também devem ser analisados cuidadosamente. Em alguns casos, jovens de 15 ou 16 anos possuem estrutura física biologicamente semelhante à de um adulto, já tendo passado por todas ou quase todas as mudanças físicas típicas dessa fase.

Em meninas, essa maturação acontece cerca de 2 ou 3 anos após a primeira menstruação. Já nos meninos, é mais difícil determinar, mas geralmente até os 18 anos atingem o desenvolvimento de um corpo adulto.

O tipo de cirurgia desejado também pode ser determinante para a decisão de realizar ou não o procedimento em um adolescente. Cirurgias de correção de orelhas de abano, por exemplo, geralmente podem ser realizadas desde o final da infância e início da adolescência, pois o pavilhão auricular se desenvolve já na primeira infância, até os cinco anos de idade. Já para cirurgias faciais (mandíbula, queixo, maxilares e nariz), é preciso aguardar o fim do crescimento ósseo, pois caso ainda haja mudanças biológicas no rosto depois da cirurgia, o resultado pode ficar comprometido.

Cirurgias nos seios (tanto a redução quanto a colocação de próteses) também são muito procuradas por adolescentes, mas em muitos casos é necessário esperar. Esse tipo de procedimento só pode ser feito após o desenvolvimento mamário completo, que ocorre em aproximadamente 3 anos depois da primeira menstruação. Jovens do sexo masculino com ginecomastia (aumento das glândulas mamárias) devem ser informados de que este tipo de distúrbio acomete cerca de 50% dos adolescentes, e que na maioria dos casos a regressão espontânea ocorre em até dois anos. A retirada cirúrgica das mamas só é indicada nos casos em que não houver a regressão, ou quando houver intensos prejuízos psicológicos.

Antes de tomar uma decisão tão definitiva, é fundamental que todos os aspectos sejam analisados pelo cirurgião, juntamente com o paciente, seus responsáveis e profissionais da Psicologia, para garantir que a realização (ou a não realização) do procedimento não trará prejuízos físicos e emocionais ao adolescente. Por isso, é imprescindível procurar um profissional especialista nesse tipo de cirurgia. A Dra. Beatriz Medina é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e realiza cirurgia plástica no Rio de Janeiro , em seus consultórios na Barra da Tijuca e em Niterói.

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