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Tudo que você precisa saber sobre ginecomastia

O que é ginecomastia?

Ginecomastia é o nome dado a uma condição pouco conhecida, mas que atinge diversos indivíduos. Trata-se do aumento da glândula mamária masculina, causado por uma alteração do equilíbrio entre as concentrações de andrógeno (hormônio sexual masculino) e estrógeno (hormônio sexual feminino), uma vez que ambos atuam sobre a mama.

Também chamada de “hipertrofia mamária”, essa neoplasia pode surgir de forma benigna e maligna. Grande parte dos casos ocorre ao longo da puberdade, acometendo aproximadamente 65% dos jovens com idades entre 14 e 15 anos. Além disso, 75% das ocorrências são bilaterais, isto é, se manifestam nas duas mamas.

Em contrapartida, é comum o seu desaparecimento na fase final da adolescência, com diminuição para 7% entre garotos de 17 anos. De uma maneira geral, essa condição atinge 32% dos homens.

Ginecomastia fisiológica

A ginecomastia é considerada fisiológica quando ocorre na ausência de uma patologia associada, estando relacionada apenas às alterações hormonais do indivíduo. Pode se manifestar no período neonatal, puberal e senil.

Entre os recém-nascidos, o aumento das mamas pode ser reflexo dos altos níveis de estradiol e progesterona, hormônios maternos. Já em adolescentes, os casos costumam estar relacionados à elevação dos níveis de estradiol na comparação à testosterona (hormônio masculino).

Por fim, idosos podem apresentar ginecomastia em decorrência da diminuição natural da testosterona no organismo.

Nas fases neonatal e puberal, é comum que as mamas assumam o tamanho considerado normal com o passar do tempo.

Ginecomastia patológica

Em diversas ocasiões, a ginecomastia é confundida com a pseudoginecomastia, que é o simples aumento de gordura na região das mamas. Por isso, o devido acompanhamento junto a um especialista capacitado e a realização de exames apropriados são necessários para o correto diagnóstico.

Entre os procedimentos solicitados, podem estar análises de concentração sérica de estradiol, testosterona, prolactina, beta-hCG, SHBG, LH e função da tireoide (TSH, T3 e T4 livres).

As causas podem estar relacionadas a diversos fatores, como: obesidade, tumores extra-gonadais, cirrose hepática, hipertireoidismo, neoplasias testiculares, abuso de drogas (esteroides anabolizantes, maconha ou heroína injetável), entre outros.

O tratamento é indicado quando há desconforto emocional, constrangimento ou relato de dores. São empregados medicamentos específicos e realizada cirurgia.

Gravidade da ginecomastia

Grau I

Caracterizado pelo surgimento de um tipo de botão ao redor da aréola. Trata-se de um tecido glandular que pode ser facilmente removido.

Grau II

Trata-se da hipertrofia das glândulas mamárias. Essa é uma condição que pode gerar um acúmulo de gordura. As margens do tecido são irregulares. Normalmente, para pacientes que apresentam este grau de evolução, os médicos podem recomendar a lipoaspiração para promover a remoção do tecido gorduroso.

Grau III

Trata-se do aumento de gordura e tecido glandular, além de excesso de pele e flacidez na área afetada. O paciente que se encontra nesse nível pode precisar passar por uma incisão externa à área da aréola.

Mulheres também podem ter ginecomastia?

Sim, mulheres também podem apresentar ginecomastia. Mas, nesse caso, a hipertrofia mamária se manifesta em 4 graus. Além dos citados anteriormente, há um último, que é mais raro: a gigantomastia. Suas causas incluem: distúrbios glandulares, obesidade, menopausa, gravidez, diabetes ou hereditariedade.

O tratamento

Para o tratamento, pacientes de todos os gêneros podem consultar endocrinologistas ou cirurgiões plásticos. A cirurgia para ginecomastia é bastante indicada, já que muitos medicamentos não causam os efeitos esperados, devido ao estado avançado da doença em situações mais graves, isto é, quando há um grande acúmulo de gordura na região das mamas. Os procedimentos indicados podem ser: remoção cirúrgica, lipoaspiração ou mamoplastia redutora.

Já entre as medicações empregadas, estão os antiestrogenos, sobretudo em casos de ginecomastia puberal ou idiopática. Para obter um diagnóstico preciso e seguro e encontrar as melhores formas de tratamento, agende uma consulta com a Dra. Beatriz Medina!

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